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É o primeiro relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento sobre a região; crime causa prejuízo equivalente a 4% do PIB da região.
Mais de 11 mil pessoas foram entrevistadas
Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.
As taxas crescentes de criminalidade estão ameaçando economias em países do Caribe, segundo um estudo das Nações Unidas.
De acordo com o Relatório sobre Desenvolvimento Humano no Caribe 2012, é preciso adotar uma combinação correta de políticas e programas para combater o problema.
Entrevistas
O documento, lançado nesta quarta-feira, em Port of Spain, foi preparado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, com base em entrevistas com mais de 11,5 mil cidadãos caribenhos.
Segundo o Pnud, à exceção de Barbados e Suriname, as taxas de homicídio subiram, nos últimos 12 anos, em todos os países do Caribe. Junto com a América Latina, a região é responsável por 27% das mortes criminosas no mundo.
O relatório mostrou que apesar de uma queda no número de assassinatos na Jamaica, foram 1124 no ano passado, o país tem a mais alta taxa de homicídios do Caribe, e o terceiro maior índice de assassinatos do mundo, nos últimos anos, ficando atrás apenas de El Salvador e Honduras.
Empregos
De acordo com o Pnud, é preciso repensar a forma de combate ao crime e à violência no Caribe com uma mescla de medidas de prevenção e políticas de inclusão social.
Uma das recomendações do documento são programas de educação para jovens e oportunidades de trabalho para as camadas mais pobres da população urbana. No total, o custo dos crimes relacionados a gangues no Caribe é de até 4% do Produto Interno Bruto, PIB, da região.
